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As várias vidas de alguém!
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Um dia de Setembro. Preparada pra escrever, depois de um mês talvez eu não esteja. Todavia eu não estava preparada pra perder e perdi, sen...
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
A morte
_ É, sempre assim._ alguém sussurrou no ouvido de Rodrigo, ele não se voltou para ver quem era. seus olhos azuis ainda estavam fixos em Bruno Maldonado, sem compreender porque o homem chorava desesperadamente sobre o túmulo de uma mulher que já falecera há dezoito anos.
_Eu queria de algum modo entrar aí dentro. Queria poder vê-la sorrir para mim outra vez, queria que ela me abrigasse e eu pudesse sentir seu cheiro de orquídea._ Bruno deitou se sobre a sepultura da esposa. Seu gesto causou em Rodrigo um enorme desconforto_Amor. Por favor!
Ele viu os dois filhos mais velhos esforçarem se para tirar o pai dali, sem no entanto conseguir apenas provocar lhe mais desespero. Em apenas quatro anos de formação em medicina já presenciara inúmera vezes o pânico diante da morte. Escutara gritos dos familiares, socorrera desmaios, até mesmo levara uns bofetões de alguns que não acreditaram que ele tivesse sido eficiente, todavia, eram situações imediatas à perda. Momentos de loucura. Agora não. O que via nesse instante era a face mais cruel da morte: A ausência de coisas banais, decerto Bruno sentia falta dos momentos de prazer que passara com ela. Rodrigo sabia que isso era algo insubstituível, porque era algo que partilhavam antes, e não havia outra mulher no mundo que pudesse proporcionar lhe algo sequer semelhante.
_Você pode me fazer um favor?_ O conde de Berleux colocara sua mão idosa e tremula sobre o ombro de Rodrigo assustando o. _ Leve minha neta para Launnblecc, enquanto os irmão dela tentam levar o pai para casa.
_Levo sim senhor_ Ele correu os olhos pelo pequeno cemitério, localizou Giselle em pé chorando perto do portão de saída lateral. Caminhou até ela apressadamente, e, ao chegar relanceou os olhos para a sepultura da mãe da jovem, viu que por fim haviam conseguido levar o senhor Bruno, mas viu algo ainda pior que o desespero dele. O conde de Berleux estacou entre os túmulos da mulher, da mãe e da filha.
Rodrigo afastou se dali antes que uma onda de choro o engolfasse também.
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